quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Caixa Mágica: O Retorno

Aquela caixa automóvel passou por uma metamorfose. 

Cortei um dos lados, imaginamos um cenário, desenhamos, cortamos papel colorido e colamos. Zoé gosta muito de adesivos, então aproveitamos para colar alguns.  

Simples de tudo. Ainda assim é um mundo de possibilidades!

Tem celeiro e casa de cachorro
Tem montanha com índios
Tem casa com lago na entrada

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Desenhando um Cenário

Chuva, frio, criança doente e aborrecida?

Grudei uma folha de papel kraft no chão, entreguei giz de cera, hidrocor e carimbos. Pronto. 
Nós três desenhamos o melhor cenário de crossover infantil.




Teve a montanha do Jack e Everest (Patrulha Canina), o navio Buck (do Jack e Os Piratas da Terra do Nunca), o vulcão Vesúvio (que ela conheceu no projeto escolar do CEI), o lago fundo do mar e a cidade das casas. 

Esse cenário rendeu 2 semanas grudado no chão, proporcionando as aventuras mais mirabolantes possíveis, com direito a 'Gigante Zion' invadindo e pisoteando tudo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Indicação de Livro Infantil: O Pintinho que Nasceu Quadrado

Este livro (em sua quinta edição datada de 1987) pegamos emprestado no caps infantil onde Zoé faz terapia.
É, sem dúvidas, um título que vale a pena ter em casa.

Escrita por Regina Chamlian e ilustrada por Carlos Cunha, é uma fábula antiga, singela e de conteúdo significativo.

Carola não era uma galinha comum. Às vezes ela ficava olhando o horizonte em vez de ciscar como as outras. Mas, como todas as galinhas, chegou o momento de botar o seu primeiro ovo. Surpresa! Um ovo quadrado! - Que absurdo! - gritavam todos. E Carola, que amava seu lindo ovo, saiu pelo o mundo em busca de compreensão. Porém, não é fácil aceitar o que é diferente.

"A fábula termina com todos os diferentes se unindo, para a construção de um mundo melhor. Como seria esse mundo ainda não sabiam, mas todos juntos descobririam, pois apesar de suas diferenças (que eram mutuamente respeitadas) concordavam no fundamental; queriam um mundo melhor." (Dicionário Crítico da Literatura Infantil/Juvenil Brasileira).

sábado, 20 de outubro de 2018

O peso do descanso

Recentemente ouví alguém que admiro muito falar sobre descanso.
Descanso, sabe? Aquilo que quem tem filhos (quase) nunca faz? Ou que quando faz se sente culpada?

Eu me sinto culpada quando sento pra ler, colocar as pernas pra cima. 
É um gatilho para minha ansiedade. Fico pensando nas milhares de coisas que eu poderia (deveria!) fazer enquanto estou alí, 'sem fazer nada'.
'Para descansar precisamos no livrar de culpas, medos, preconceitos.
Culpas porque vivemos em uma sociedade produtiva. Então, quem descansa se sente razoavelmente culpado por não estar produzindo.
Medo porque numa sociedade produtiva acreditamos que está tudo em nossas mãos. Então, se eu descansar talvez eu não tenha amanhã o que preciso ter.
Preconceitos porque numa sociedade produtiva sempre julgamos as pessoas que não estão produzindo.'
Esse descanso necessário (vital), vai muito além da quantidade de horas dormidas por noite (se você não tem um bebê que acorda para mamar a madrugada toda), vai além da quantidade de férias e viagens que realiza durante o ano (férias? nem sei o que é!).

Alexandre Robles fala sobre uma mudança no estilo de vida e fala também sobre espiritualidade.
Para além disso, ele trouxe tranquilidade ao meu coração ansioso de mãe que luta diariamente para não ser quem que acho que querem que eu seja, quando fala sobre descansos sazonais/temporais para revigorar as forças e seguir:
'Muitas vezes tudo o que precisamos é descansar um pouco do trabalho. Descansar um pouco da turbulência dos relacionamentos. Descansar dos afazeres rotineiros domésticos. Descansar um pouco da relação com os filhos.
Nós vamos cansando, cansando e a vida pesa tanto que corremos o risco de confundir cansaço com morte das realidades. Muitas pessoas desistem do casamento porque estão cansados, não porque o casamento é inviável. Talvez se tivéssemos descansado, se tivéssemos dado um alívio, buscado ajuda, se afastado um pouco e acalmado o coração, encontraria energia para seguir em frente. Mas quem não descansa tende a entrar em falência e é por isso que muitas vezes deixamos de viver, deixamos de ter uma causa, um relacionamento porque tudo isso cansa. Viver cansa. [...] Eu preciso viver experiências de descanso. '
Tudo bem cansar dos filhos, do marido. Sério! Eu canso, não deixo de amá-los por isso, tão pouco deixo de ser amada por eles.
O descanso é importante porque VOCÊ MERECE DESCANSAR, não apenas porque precisa estar descansada para atender as demandas de outras pessoas.

Tem dias que o descanso sem culpa flui. Tem dias que pesa e vem carregado de ansiedade.  
Há dias que sentar e observar as crianças brincando é um descanso, em outros preciso sair de casa e encontrar com amigas pra rir um pouco (mesmo que seja acompanhada pelas crianças).
Tem dias que deitar ao lado do Alexandre e assistir um filme é o meu descanso. Outros dias deito no sofá, sozinha, para usar as redes sociais em silêncio, mesmo que ele esteja em casa. 
Existem diversas formas de descansar. O importante é exercitá-las. 


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Você pode assistir aqui ao vídeo Descansar - Um Exercício Espiritual de Alexandre Robles.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Ser Criança é Natural

Ana é pedagoga, especialista em psicomotricidade e em Educação Lúdica.
Rita é bióloga e socióloga.

Do encontro entre estas duas pessoas nasce um projeto inspirador que tem frutificado por todo o nosso país: Ser Criança é Natural.

A criança nasce natureza. Manter o contato das crianças com a natureza desde o início de sua vida é dar-lhes o alimento de que necessitam para tornarem-se humanas numa velocidade mais natural, sem romper o vínculo com a natureza que nasce com ela e que a acompanhará durante toda sua vida até o seu final. Neste espaço as crianças tem disponível tudo que precisam para seu desenvolvimento integral. Diversas pesquisas apontam que crianças que tem em seu cotidiano espaço e tempo garantido para brincar livre e em contato com a natureza desenvolvem-se mais saudáveis, criativas, sensíveis.  (https://www.sercriancaenatural.com)

De forma resumida o trabalho delas consiste em incentivar e mostrar a pais e educadores o quanto o contato com a natureza beneficia o desenvolvimento infantil, tanto no âmbito da saúde, como das relações interpessoais e dos processos de desenvolvimento cognitivo, motor e psíquico.
Para isso elas promovem algumas ações:

- Caixas da Natureza: uma troca de caixas com itens da natureza colhidos por famílias de todo o Brasil. Uma espécie de amigo secreto que acontece 1 vez a cada estação do ano.

- Diálogos: rodas de conversa, formações, oficinas, cursos que tem pais e educadores como público alvo.

- Encontros: caminhadas para explorar, conhecer e se conectar a natureza seguindo o ritmo das crianças (Ser Bebê é Natural: para bebês de até 24 meses e suas famílias; Ser Crianças é Natural: para crianças de até 6 anos e suas famílias).

- Curso Virtual - Criança e Natureza: pensado para aproximar pais e educadores de vários lugares do Brasil, para trocas de experiências, com atividades práticas chamadas de 'Lições Fora de Casa', um tempo para sair com as crianças e praticar o que tem sido aprendido.

- Compartilha: Piquenique para se conectar e partilhar experiências.

Vale a pena visitar o site do projeto. Tem muito material bacana no blog e a agenda com as próximas atividades.

Eu, particularmente, gosto muito do Instagram delas (@sercriancaenatural) porque lá encontramos sugestões de livros infantis sobre a natureza através da hashtag #bibliotecadafloresta . Mas, minha favorita ainda é a #experienciaSCN onde são propostas atividades a serem realizadas no decorrer da semana. Coisas simples como: observar diferentes tamanhos de folhas, seguir o caminho das formigas, tomar um chá. Delicadezas do dia a dia que trazem poesia a infância e (ainda mais) a vida adulta. 

Um projeto sensível que vem resgatar a nossa conexão com a mãe natureza, com nossos filhos, com nossa criança interior.

Sementes de ipê roxo colhidas para uma das experiências semanais proposta no Instagram @sercriancaenatural



quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Lembrança para o Dia dos Professores

Eu gosto MUITO de presentear as pessoas. MUITO mesmo! 
E este ano não poderia deixar passar batido o Dia dos Professores. 
(Ano passado não presenteamos as professoras de Zoé porque Zion tinha nascido e estava tudo uma loucura).

A ideia é fazer com a criança, incentivar o trabalho manual, liberdade artística, autonomia, o prazer de alegrar o outro.

Enfim, fizemos marca páginas para toda a equipe do CEI em que Zoé estuda (desde professores até quem cuida da limpeza e organização do espaço).
Desenhamos o contorno da mão dela em cartolina colorida e recortei. Escreví 'Obrigada por marcar minha vida!' e ela decorou como quis: carimbos, adesivos, desenhos. 

Também fiz um bolo de banana com maçã e canela. Cortei em quadrados e coloquei um pedaço em cada saquinho. 

A receita é essa aqui: 

Pique e reserve 1 maçã e 2 bananas.

Numa tigela misture:

- 1 maçã descascada e ralada
- 3 xícaras de farinha de trigo;
- 1 xícara de açúcar;
- 1/2 xícara de óleo vegetal;
- 2 xícaras de água (ou leite vegetal a sua escolha);
- 1 colher de chá de canela em pó;
- essência de baunilha (opcional);
- 1 colher de sopa de fermento.

Coloque a massa numa forma previamente untada. 
Jogue as frutas picadas e polvilhe com canela.
Leve ao forno pré aquecido e deixe assar por, aproximadamente, 40 minutos.

Espero que gostem! 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Tênis de Bexiga

Crianças são engraçadas. Ainda estão desenvolvendo coordenação motora, noção espacial e se movimentam de forma desengonçada. 

Dei muitas risadas durante este jogo com Zoé. 

Mas antes do jogo propriamente dito, confeccionamos nossas 'raquetes' (sempre com material que eu já tinha em casa).

- 2 pratos descartáveis de papel (que sobraram do chá de bebê de Zoé!!!);
- giz de cera;
- palitos de madeira (hashi) 
- durex;
- bexiga.

Cada uma de nós customizou sua própria raquete e depois grudamos os palitos com durex.

Zion também customizou a própria raquete



Enchemos a bexiga e pronto, foi só diversão durante o jogo de tênis mais desengonçado da história.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Botões no cofrinho

Brincadeira super simples e muito querida por aqui.
Usei materiais que eu já tinha em casa:

- 1 cofrinho;
- botões coloridos (de um colar que quebrou);
- pote para guardar os botões depois da atividade.

Apesar das peças pequenas, esse 'jogo' fica a disposição das crianças. Zoé (4 anos) já sabe abrir o potinho onde os botões são guardados e Zion (desde os 9 meses) me entrega o pote para eu abrir quando ele quer brincar (não coloca mais os botões na boca).

Este jogo estimula o movimento de pinça, coordenação motora e ainda tem a questão sensorial (o prazer de ouvir o som que o botão faz ao cair dentro do cofre).

domingo, 14 de outubro de 2018

Enigmas da Vida

Diversos questionamentos rondam minha mente.
Desde 'o que fazer para o almoço?' até 'será que minha missão nessa vida é ser mãe?'
Bem assim mesmo. Na minha cabeça todas as questões corriqueiras estão 'no mesmo balaio' que dúvidas existenciais. E quando trata-se de maternidade, dúvida é o que temos de sobra. 

Não preciso fazer uma lista dos questionamentos, eles estão aí na sua cabeça também, eu sei que você carrega consigo um bocado de perguntas sem respostas.

Contei pro Alexandre que estou passando (novamente) por um período de (depressão e ansiedade) dúvidas, questionamentos e que talvez eu esteja fazendo as 'perguntas erradas'. Ele sorriu de forma acolhedora e me mandou procurar 'A Esfinge' de Laerte







Muitas vezes quando finalmente a pergunta certa é feita, já não importa a resposta...

O que te consome?

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Tudo passa...

Folhas de eucalipto, pinha e amoras
Zoé está interessada por Botânica.
Caminha pelas ruas com os olhos bem atentos, observando as árvores, perguntando o nome de cada uma, reconhece algumas espécies e as vezes conversa com elas:

- Bom dia, Dona Árvore!

- Oi, Dona Árvore, que folhas bonitas você tem. Logo vai chegar o Inverno e você vai ficar pelada! (gargalhadas).

- Olha que Coqueiro Maluquinho!

- A primavera chegou, acorda Dona Flor!

Recentemente, ao pegá-la na escola, ela veio recolhendo diversas folhas, flores e frutas. Acabou que o trajeto de volta para casa levou 1 hora. 
Foi divertido. Foi sensível e enriquecedor. 
Foi uma viagem no tempo...

A exatamente 1 ano atrás, o trajeto da escola pra casa também levava 1 hora. 
Não era porque brincávamos e contemplávamos a natureza. 
Era porque Zoé começou a apresentar episódios de ansiedade e regressão de marcos de desenvolvimento. Ela ainda não falava e as tentativas de nos comunicar eram caóticas. 
Por vezes ela travava, não andava mais. Na época eu já estava com um barrigão gigantesco e não conseguia carregá-la no colo. Sem entender o conflito que ela enfrentava, sem saber como ajudar, sentava na calçada e esperava. Esperava ela se acalmar. Esperava conseguir entender o que se passava.
Foram dias extremamente difíceis. Dias que eu chegava em casa e me trancava no banheiro para chorar. Tempos de caos que pareciam não ter fim. Foram dias em que identificamos diversas características do TEA nela e procuramos ajuda profissional. Dias que passaram, e se alguém me dissesse que passariam eu não acreditaria.
Os dias passaram as custas de terapias, estudo, adaptação, adequação de rotina, companheirismo, choro. Mas passaram.

Veja bem a esperança que carrego comigo. Meus olhos e ouvidos presenciam o milagre da perseverança. Hoje essa 1 hora de percurso foi tranquila, ouvindo a voz de uma menina que a 1 ano atrás não falava.

Engrosso o caldo dos que resistem diante dos dilemas políticos e das incertezas que nos rondam. Resistimos diante do facismo e da opressão. Eles passarão. (Eu passarinho...)

Sobre Zoé, os dias de passeios e conversas amenas com árvores também passarão. Mas ainda não...

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Leia Para Uma Criança


“a literatura infantil é fonte inesgotável de assuntos para melhor compreender a si e ao mundo” (Cagneti)

Criada em 2010, a iniciativa 'Leia Para Uma Criança' já distribuiu cerca de 51 milhões de livros infantis (entre eles 12 mil em braile e com fonte expandida para pessoas com deficiência visual). 

Apesar da participação de pais, mães e responsáveis ser fundamental no desenvolvimento das crianças, não é incomum encontrar pessoas que não sabem como estimulá-las. Por isso, o programa incentiva, por meio da leitura de histórias, a ampliação do repertório cultural das crianças e incentiva a convivência familiar e o fortalecimento de laços com os pequenos. 

Desde o nascimento, as crianças precisam de pessoas que leiam para elas para se familiarizarem com a linguagem. Os livros trazem muitos estímulos para o desenvolvimento, através dos personagens, emoções da história e ilustrações.

No Brasil, a Literatura Infantil chega com as adaptações de textos europeus e só a partir de 1922, Monteiro Lobato surge no universo das crianças; entre suas obras mais conhecidas estão: Sítio do Pica-Pau Amarelo, A chave do Tamanho, O Saci e As Fábulas do Marquês de Rabicó. 

Hoje a produção e acesso a literatura infantil tem se popularizado através de bibliotecas públicas, feiras de trocas de livros e iniciativas como esta, da Fundação Itaú.

Ler para uma criança estimula a aquisição de linguagem, ampliação de vocabulário, interpretação de texto, prazer na solitude e silêncio, tempo de qualidade entre adulto e criança, e um colinho gostoso (quem não gosta?).

Você pode fazer o pedido dos livros AQUI.

E em tempos de famílias conectadas o tempo todo e (infelizmente) crianças que já manipulam o celular desde muito cedo, há uma versão online, o KidsBook, onde você pode encontrar alguns títulos digitais para LER COM SUA CRIANÇA onde estiver, ao invés de deixá-la no looping infinito de vídeos do YouTube.

Boa leitura.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

A Caixa Mágica

Já começo dizendo que é apenas uma caixa de papelão. A mágica está no olhar das crianças.

Carimbos, giz de cera, hidrocor e eles passaram a manhã INTEIRA confeccionando um carro.

É simples. 
É divertido. 
É deixar a criatividade fluir. 
É uma deliciosa lembrança destes pequenos. 


A vantagem é que dá pra desmontar, guardar atrás do sofá e resgatar a brincadeira de tempos em tempos. É sempre uma diversão ver o rostinho de Zoé falando que vai participar de uma corrida de carros.

Dê uma caixa na mão da tua criança e observe a mágica acontecer.

sábado, 6 de outubro de 2018

Indicação de livro infantil: A Primavera da Lagarta




A duas semanas teve início a primavera. 
Por aqui foi muito esperada e celebrada. Como que por 'acaso' encontrei este livro e trouxe, certa de que seria sucesso. E foi.

De forma bem humorada, Ruth Rocha, apresenta diversos insetos que moram na floresta e estão caçando a lagarta, feiosa e comilona. 
Marilda Castanha ilustra o livro com muitas cores, dignas de primavera.

A história ensina sobre a beleza presente nos ciclos da vida e paciência.
Vale a leitura.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Celebrando a Primavera

Crianças naturalmente gostam (e precisam) de ordem, rotina.
Por aqui notamos que por mais organizada que fosse a rotina diária de Zoé, a incerteza quanto ao tempo (dias, semanas, meses) a deixava ansiosa.
A previsibilidade gera um imenso conforto para a criança, pois possibilita a sensação de certeza e a sensação de domínio sobre a vida e o mundo, que é muito importante para o desenvolvimento da personalidade, especialmente no que diz respeito à auto-estima e auto-confiança. (Ordem em Família III: Rotina e Ritual - Lar Montessori)
Pensando em oferecer segurança e previsibilidade, confeccionei um calendário mensal, onde Zoé pode acompanhar as atividades (balé, terapias, passeios) e os eventos naturais (mudanças de estação, fases da lua). 

Aproveitei o interesse dela por árvores, folhas e flores e conversamos sobre a chegada da Primavera e como isso afetaria o clima, os ciclos das plantas e de alguns animais. 

Saímos para um passeio (eu, ela e Zion) no sábado pela manhã. Caminhamos pelo bairro observando as árvores, colhendo folhas e flores caídas, conversando sobre cores das flores, espécies diferentes e formatos das folhas. Foi um tempo muito gostoso.
Em casa pegamos um pedaço de contact transparente e colamos o que colhemos. Depois colamos o contact na janela do quarto deles. 
Fizemos nosso vitral de primavera. 
Foi sucesso e ela mostra pra todos que vem nos visitar, explicando o nome de cada espécie alí representada.




Os ciclos da natureza também influenciam diretamente os nossos ciclos pessoais e internos. 

Desejo sensibilidade no olhar dos meus filhos, para valorizar a chegada da primavera e para reconhecer o florescer deles a cada novo dia primaveril.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Bolo de Banana com Paçoca

- 2 bananas amassadas
- 2 paçocas esfareladas
- 3 xícaras de farinha de trigo
- 1 xícara de açúcar
- 1/2 xícara de óleo
- 2 xícaras de água (ou leite vegetal de sua preferência)
- 1 colher de sopa de fermento em pó

Misture os ingredientes mexendo delicadamente e despeje numa forma previamente untada. 

Corte 4 bananas em rodelas e coloque por cima da massa que está na forma.

Esfarele 4 paçocas por cima das bananas e leve ao forno.

Ficará pronto entre 30 - 40 minutos, dependendo da potencia do teu forno.




terça-feira, 2 de outubro de 2018

As mulheres que tentei ser

Já tentei ser a mulher que tem a casa impecavelmente limpa. 
Aquela que já levanta organizando, limpando chão, com pia sempre desocupada, refeições planejadas sempre nutritivas e frescas, roupas lavadas e passadas, casa com aquele cheiro de limpeza, crianças arrumadas. Até conseguí, por um tempo. Mas eu sempre estava descabelada, com sobrancelha por fazer, unhas em péssimo estado, dores nas costas e joelhos, ansiosa sempre pensando no que eu poderia fazer para que a casa se mantivesse perfeita. 

Já tentei ser a mulher que está sempre arrumada, cheirosa e disposta a me relacionar com meu marido com uma frequência maior, dessas que programam (mentalmente) dias especiais de namoro durante a semana. Mas o tempo investido na limpeza da casa me deixava exausta, mau humorada e quando 'o dia agendado para o namoro' chegava eu fazia a egípcia e fingia que não era comigo.

Já tentei ser a mãe que tem uma paciência infinita com os filhos, que nunca levanta a voz, que não critica e que brinca com as crianças sempre. Mas tem dias que a paciência está no limite, a cabeça dói, as crianças adoecem, eu adoeço, tudo desanda e acabo chamando minha filha de chata ou sendo chamada de chata por ela.

Já tentei ser a esposa que nunca reclama, que escuta, que não se aborrece com nada, que não pede nada. Mas esse peso de querer ser perfeita e objeto de devoção me sufoca e me afasta cada vez mais do meu marido, que também tem direito de reclamar, que as vezes não quer ouvir ou falar, que se aborrece e que me pede massagem.

Já tentei ser a amiga/filha/irmã que está sempre disponível para tudo e todos. Dessas que, não importa a hora ou o momento, corre para ajudar de todas as formas possíveis. Só que essa versão de mim acabava por negligenciar os filhos, o marido, a mim mesma. 

Tentei ser uma mulher (aparentemente) independente, forte, empreendedora, de 'sucesso'. Só que não sou boa administradora, sou péssima com finanças e sou extremamente dependente. Emocionalmente dependo muito de aprovação e aceitação dos que me rodeiam. 

Já tentei ser uma mulher fitness. Que faz exercícios (em casa ou fora de casa), que corta o açúcar da alimentação, que bebe muita água. Mas tem dias que a correria com a casa é tanta que esqueço de beber água (e de fazer xixi). Também tem aqueles dias em que a ansiedade bate e tudo que quero é uma 'bomba de açúcar'.

Já tentei ser a filha/mãe/esposa/amiga/profissional/mulher que EU ACHAVA que os outros esperavam que eu fosse. 
Já tentei ser 'a mulher virtuosa' que a Bíblia fala.
Já tentei ser a Mulher Maravilha.

A única coisa que não tentei foi ser eu mesma. Pelo menos até pouco tempo. 

Cheguei aos 30 acolhendo minhas limitações, meus defeitos e qualidades.
Antes de acolher, precisei enxergar, reconhecer, admitir. Colocar em prática um olhar empático e uma comunicação não violenta comigo. Entender que não sou uma característica isolada. 
Tenho problemas com a ira. Mas a ira não é quem eu sou. Também sou extremamente carinhosa e uma coisa não anula a outra. 
Agora tento o equilíbrio e isso dói.

Planejei o serviço doméstico dividindo as tarefas no decorrer da semana para não sobrecarregar. Organizo e congelo alimentos para facilitar o preparo das refeições. De ontem pra hoje a louça 'dormiu' na pia, para ser lavada. Tem dias que jantamos pão/pizza e tudo bem. As vezes as crianças estão descabeladas porque viver e brincar descabela mesmo. Tem dias que os narizes estão escorrendo e é vida que segue.

Nunca fui um modelo de vaidade. Mas hoje não deito na cama sem antes tomar um banho e passar o meu hidratante preferido, para mim. Não planejo o sexo. Busco com mais frequência um toque, um abraço, um beijo e um cafuné.

Os dias não tão fáceis com as crianças não são eternos, tem um fim. E enquanto não terminam eu lhes digo como me sinto e acolho o sentimento deles. Estou alí com eles, entrego meu tempo e minha atenção.

Entendo e valorizo a importância da solitude no casamento. Discordamos e (agora) raramente ficamos sem nos falar. Ofereço e recebo massagem para aliviar as dores do corpo e da alma.

Ainda estou aqui para quem precisar, mas dentro de limites, respeitando o tempo e agenda, minha e da minha família. 

Admito que, por hora, meu maior empreendimento é minha família, em parceria com meu marido. Não é fácil, mas é no que invisto conhecimento, energia, disposição.

Estou tentando ser quem sou e não quem eu acho que os outros esperam que eu seja.

Liberte-se de quem tenta ser. Descubra quem você é.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Escolhendo minhas batalhas (e o Dia Internacional da Paz)

Abri meu coração em um grupo virtual de mães. Partilhei algumas dificuldades com a rotina que acabara de mudar com a chegada do caçula. Não lembro ao certo quais eram as queixas, mas dentre tantos conselhos e partilhas, não esqueço de uma frase em especial:
Escolha suas batalhas ou você logo gastará toda sua energia e paciência.
Sou muito grata por esse conselho.

Recentemente mudamos o lugar onde Zoé faz terapia. Essa mudança veio ao mesmo tempo em que a professora dela, da creche, precisou ficar afastada por 15 dias e as substitutas revezavam o cuidado da turma. Isso por sí só já bastou para tirá-la do eixo, deixá-la ansiosa e desencadear crises de terror noturno. Ela não tirava a soneca no meio do dia (nem na escola, nem em casa aos finais de semana) e, num efeito cascata, ficava irritada no final do dia, impossibilitando um retorno pra casa, um banho e um jantar tranquilos. Os dias estavam enlouquecedores! 

No dia em que seria a terapia dela houve uma sucessão de 'mau entendidos'. 
Fazia muito frio. Como de costume a retirei mais cedo da creche, ela estava ansiosa e animada pois haviam prometido que a terapia seria com outras crianças. Cheguei ao local de atendimento e nada do previsto iria acontecer. Nos marcaram no dia errado para o atendimento e, mesmo que fosse o dia certo, não seria uma terapia conjunta com outras crianças.

Abaixei na altura de Zoé, expliquei o que estava acontecendo e oferecí a alternativa de voltar pra casa, montar uma barraca e brincar comigo e com o irmão. Ela não quis, obviamente. 
Chorou. Gritou. Escondeu-se embaixo de um banco. Nada, absolutamente nada, a acalmava. Psicóloga e terapeuta ocupacional tentaram mediar a situação e a levaram para brincar um pouco. Isso não bastou. No caminho de volta para casa ela chorou porque viu um arco íris no céu. Chorou porque viu um grupo de meninas andando na calçada. Chorou por tudo, TUDO, T-U-D-O!

Eu, com um bebê pendurado, 'arrastando' uma criança aos berros, tentando fazer a cara mais neutra possível, só pensava em como prepararia o jantar em meio a este caos. Já no ônibus lembrei que tinha um pote de sopa no congelador (amém!). Animada, propus que fôssemos comprar pão para jantar sopa. Adivinha? Um grande não seguido de choro. 
Quando estávamos na rua de casa ela disse que queria jantar pão com manteiga.

(Aqui, minha gente, foi o momento exato onde escolhi se a noite seguiria caótica ou não).

Ela passou o dia na escola, fez pelo menos 4 refeições antes de eu ir buscá-la. Eu sabia o que tinha comido, era 'comida de verdade', nada de 'besteira'. 
Porque não deixar a menina jantar um pão com manteiga? Claro que deixei. 
O banho foi tranquilo, pois foi um pré requisito para que pudesse 'jantar'. Como ela queria muito esse bendito pão francês, não teve drama. 
Eu e Zion comemos sopa com pão. Zoé comeu só o pão. 

Lavou-se. Alimentou-se. Dormiu. Sem choro. Sem estresse.


Essa história não é sobre 'a criança ter vencido' ou sobre 'uma mãe permissiva'.
É sobre uma mãe, exausta, que tenta acolher, entender e se comunicar de forma não violenta com uma criança que está cansada, confusa, frustrada. 
É sobre fazer a paz. Não apenas um cessar fogo, mas tomar uma atitude concreta para que a paz seja real. 
É sobre oferecer condições para que a paz se fortaleça em nosso pequeno mundo (nosso lar) e reverbere em todo o Mundo, através desta nova geração que estamos criando.

Podemos, rapidamente, listar o que nos tira a paz. 
Agora, olha pra dentro de você e me responda: o que te traz/deixa em paz?

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Ela quer mesmo tomar meu lugar?

Quem não tem ciúmes dos filhos, que atire a primeira pedra! Eu sou do tipo de mãe que não consegue nem imaginar os filhos namorando, que já me bate o desespero!

Depois da minha separação, não tive problemas em assumir toda a responsabilidade praticamente sozinha, às vezes até preferia! Assim que o Leonardo (meu segundo filho) nasceu, arrumei emprego que ganhava mais, mesmo que trabalhando dez horas por dia seis dias na semana. Eu sabia que o pai deles iria se relacionar com outra mulher, e por mim, estava tudo bem. Até o momento que ele quis apresentar "meus" filhos à nova namorada!

Foi então que eu descobri meu ciúmes! Me deparei com um dos meus piores lados, eu não conseguia imaginar outra mulher cuidando dos meus filhos, agindo como se fossem uma família! E sempre tinha aqueles conhecidos que ficavam mandando print das fotos que postavam com meus filhos. À cada foto, uma revolta minha, na minha cabeça havia milhares de motivos para não querer meus filhos lá, as minhas brigas com o pai deles me fazia querer deixá-los cada vez menos com eles, pois as brigas eram feias. Em determinado momento cheguei a pensar que a madrasta dos meus filhos estava querendo ser "a mais legal", a "mãe postiça", Por um tempo eu achei que ela quisesse tomar o meu lugar, e se quisesse ser "Mãe" de alguém, ela que fizesse os filhos dela...

E foi exatamente o que ela fez! Os meninos iriam ganhar mais uma irmã! Com o nascimento da criança, percebi que, eu querendo ou não, ela permaneceria na vida dos meus filhos até o fim, afinal, ela é a mãe da irmã dos meus filhos, e se tem algo que TODO dia eu os pergunto é "Qual a coisa mais importante que nós temos?" então eles respondem "A família!"... 
Era melhor eu acabar me acostumando!

No começo não foi fácil, confesso! 
Eu NUNCA tive uma reclamação sequer de que a madrasta deles foi rude, má, ou qualquer coisa que pudesse fazer jus ao papel delas nos contos de fadas; o meu divórcio aconteceu por motivos meus e do meu ex, ou seja, ela apareceu depois. Tínhamos nossas diferenças? Claro que sim! Creio que ainda temos.


imagem autorizada
Como eu disse: a chegada de uma criança mudava tudo, pois percebi que não tinha raiva do bebê, então comecei a entender (mais ou menos) a distinção que era feito entre nossas tretas e os meus filhos com ele.

Confesso que tive muita coisa pra trabalhar no meu psicológico, e foi quando percebi o quão esse relacionamento era bom para meus filhos, pois eles já não convivem tanto com o pai quanto antes (pelo menos o Arthur, que chegou a morar com ele), e quando estão na casa do pai são bem tratados, afinal, com ele trabalhando, quem eu achava que passaria os dias com eles? A Madrasta, oras! É ela quem cuida, ela quem dá banho, comida, veste, corta as unhas e limpa as orelhas quando eu esqueço, enfim... Ela faz meio que um papel de "mãe". Me incomoda esse parte de assumir que é uma parte do papel de mãe? Claro que sim! Mas é a verdade!

E a irmã deles nasceu! Foi quando minha ficha caiu que se um dia eu e meus filhos chegarmos ao ponto de brigarmos e eles terem raiva de mim, será por coisas que EU fiz, e não porque a madrasta fez algo! Olha, pensar dessa forma não é fácil para todo mundo, já vou avisando! Mas deixo uma dica para as mães, se atual do seu ex trata seus filhos com carinho e cuidado, ela não está tentando jogá-los contra você, tente baixar um pouco a guarda, ela pode só gostar dos seus filhos independente de serem seus, mas porque são do marido dela! Eu sei que vivemos em uma sociedade onde as mulheres brigam pra saber quem é a melhor, a mais bonita, a mais fitness, a mais arrumada, etc... Mas aí está o erro, até a maternidade (ou não) virou uma competição! E não paramos pra pensar que na verdade, quanto mais amor nossos filhos receberem, MELHOR! Melhor pra eles que sentem que são amados e pra você que não fica preocupada pensando se seus filhos estão sendo bem tratados, afinal, elas cuidam dos filhos que não são delas, mas com uma responsabilidade e tanto!

Agora um recado às madrastas, a ex do seu atual não é invejosa, não é louca, e não quer fazer da sua vida um inferno! Muitas vezes essa coisa que você chama de recalque, na verdade é o ciúmes de mãe, é o receio de não ser o bastante, pois nós quem damos bronca e corrigimos, tenham um pouco mais de paciência, não é nada diretamente com vocês. Às vezes é difícil entender que o relacionamento que temos com o pai da criança não tem que interferir no convívio com vocês!

O ciúmes é aceitável desde que não prive nossos filhos do convívio de pessoas que realmente gostem deles! Não se sintam ameaçadas, pois a mãe é você, e nada mudará isso!


Hoje tenho a chance de tentar fazer o melhor ambiente possível para o crescimento dos meus filhos, acredito que tudo tenha ido para o seu devido lugar! Podemos não ser amigas, mas hoje sabemos que inimigas também não somos!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Receita de Panquequinha de Banana

Meu forno está quebrado desde maio. MAIO. M-A-I-O!
A alternativa é usar a criatividade na cozinha para agradar o paladar de Zoé.
Ela está viciado em pancakes. Se deixar como todos os dias, o dia todo.

Pancake é o nome das 'panquecas americanas'. 
Aqui no Brasil, nossas panquecas são bem fininhas e quando são servidas na versão doce recebem o nome de crepe. 
Já os pancakes são fofinhos. Bolinhos de frigideira.

A receita que uso em casa é bem simples, não leva leite de vaca, ovos ou soja e pode ser feita com a ajuda da criança.

Ingredientes:

- 2 xícaras de farinha de trigo (ou 1 de trigo e 1 de aveia em flocos finos se quiser dar um valor nutricional a receita)

- 4 colheres de sopa de açúcar

- 2 bananas (usei prata)

- 3 colheres de sopa de óleo

- 1 xícara de água

- 1 colher de sopa de fermento

- canela a gosto  



Chama a tua criança para amassar as bananas, misturar os ingredientes e bater um papo despretensioso. Se fizer sujeira, tudo bem. Aproveita a companhia dela.



Misture tudo com uma colher/fuê/batedor de claras manual. 
A massa fica espessa, não líquida.
Coloque duas colheres de sopa da massa numa frigideira antiaderente e leve ao fogo baixo, não é necessário untar. 
Quando a massa estiver com furos de bolhas de ar vire-a e asse do outro lado.
Pronto!


Essa foto não faz juz a beleza e delícia dessa simples panquequinha.
Você pode comer ela assim mesmo. Pode colocar um creme vegetal (Zoé adora), geléia, amassar uma banana e jogar por cima (meu preferido), criar uma cobertura que te agrade, enfim, o céu é o limite.
Bom apetite!

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Mães também gostam de: inclusão

Se você ainda não sentiu aquele aperto no peito ao notar que, por algum motivo, outras crianças rejeitam a companhia do teu filho, não se anime, pois este dia ainda vai chegar (e isso não é uma ameaça, apenas constatação). 
Aquele nó na garganta e a tentativa de remediar a situação chegará, como que de supetão, e você se perguntará: 'como é possível que não queiram estar perto dele ou dela?'

A realidade é que somos ensinados a rejeitar o diferente e nem precisa ir muito longe. Se é diferente no jeito de sorrir, de se alegrar, de falar, de andar, de pensar (e de votar, hehe) isso já basta para erguer a Muralha da China na tentativa de evitar qualquer tipo de relacionamento. 

Como se já não bastassem as restrições alimentares, que por um tempo nos impediram de visitar amigos, lugares, frequentar festas, a pouco mais de um ano descobrimos que Zoé está no espectro autista, e isso minha gente, mudou muito o meu olhar sobre a humanidade. Aquela conversa de ter mais empatia é 'real oficial'. 
O que mais quero é que minha filha seja acolhida, aceita e respeitada em suas particularidades. Para isso algumas mudanças de comportamentos precisam ser adotadas, por nós, por quem nos rodeia, pela sociedade. 

Tenho em casa 2 pequenos leitores vorazes. Desde muito cedo gostam de ler. Zoé, claro, tem predileção por livros de seu hiper foco (gatos, cachorros). A algum tempo atrás ganhou um livro de poesias infantis, em braile. 


Isso virou uma chave dentro de mim e me inquietei: o quanto eu tenho me esforçado para incluir os que são diferentes de mim? O quanto tenho ensinado meus filhos a respeitar e se adaptar para incluir quem é diferente deles?

Recentemente recebi uma mensagem sobre uma Oficina de Leitura Inclusiva, projeto mobilizado pela Fundação Dorina Nowill, que acontecerá durante a IV Festa Literária de Cidade Tiradentes (e está repleta de atividades incríveis. Sério!).

A oficina é gratuita e ainda oferece certificado aos participantes.

Quando? Dia 28 de setembro (sexta-feira) as 13h.
Onde? Biblioteca Maria Firmina dos Reis - Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes - Rua Inácio Monteiro, 6900 - São Paulo

Sua inscrição pode ser feita aqui.

Eu estarei lá. Vamos juntas?