segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Mães também gostam de: inclusão

Se você ainda não sentiu aquele aperto no peito ao notar que, por algum motivo, outras crianças rejeitam a companhia do teu filho, não se anime, pois este dia ainda vai chegar (e isso não é uma ameaça, apenas constatação). 
Aquele nó na garganta e a tentativa de remediar a situação chegará, como que de supetão, e você se perguntará: 'como é possível que não queiram estar perto dele ou dela?'

A realidade é que somos ensinados a rejeitar o diferente e nem precisa ir muito longe. Se é diferente no jeito de sorrir, de se alegrar, de falar, de andar, de pensar (e de votar, hehe) isso já basta para erguer a Muralha da China na tentativa de evitar qualquer tipo de relacionamento. 

Como se já não bastassem as restrições alimentares, que por um tempo nos impediram de visitar amigos, lugares, frequentar festas, a pouco mais de um ano descobrimos que Zoé está no espectro autista, e isso minha gente, mudou muito o meu olhar sobre a humanidade. Aquela conversa de ter mais empatia é 'real oficial'. 
O que mais quero é que minha filha seja acolhida, aceita e respeitada em suas particularidades. Para isso algumas mudanças de comportamentos precisam ser adotadas, por nós, por quem nos rodeia, pela sociedade. 

Tenho em casa 2 pequenos leitores vorazes. Desde muito cedo gostam de ler. Zoé, claro, tem predileção por livros de seu hiper foco (gatos, cachorros). A algum tempo atrás ganhou um livro de poesias infantis, em braile. 


Isso virou uma chave dentro de mim e me inquietei: o quanto eu tenho me esforçado para incluir os que são diferentes de mim? O quanto tenho ensinado meus filhos a respeitar e se adaptar para incluir quem é diferente deles?

Recentemente recebi uma mensagem sobre uma Oficina de Leitura Inclusiva, projeto mobilizado pela Fundação Dorina Nowill, que acontecerá durante a IV Festa Literária de Cidade Tiradentes (e está repleta de atividades incríveis. Sério!).

A oficina é gratuita e ainda oferece certificado aos participantes.

Quando? Dia 28 de setembro (sexta-feira) as 13h.
Onde? Biblioteca Maria Firmina dos Reis - Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes - Rua Inácio Monteiro, 6900 - São Paulo

Sua inscrição pode ser feita aqui.

Eu estarei lá. Vamos juntas?

2 comentários:

Anônimo disse...

Reflexão muito válida!!
Eu tenho um filho de 2 anos e 2 meses.. às vezes acho que ele é diferente, por causa de algumas coisas no comportamento dele. Como foi diagnosticado no caso da sua filha e pq? Vcs já haviam notado algum sinal?

Amanda Tanizaki disse...

Oi.
Zoé sempre foi uma criança extremamente séria, demorou muito pra dar sorriso social, não aceitava colo, contato físico e beijos de outras pessoas além dos pais. Extremamente observadora, organizada. Aos 2 anos e 6 meses falava apenas 5 palavras. Começou a frequentar a creche mas não interagia com outras crianças. Não avisava quando precisava fazer as necessidades e frequentemente fazia na roupa mas não se incomodava.
Tivemos uma mudança de rotina e ela apresentou muitos episódios de ansiedade, gritos, regressão nas palavras que já sabia. A escola notou e me deu um encaminhamento para o pediatra. Passamos com o psiquiatra e ele sugeriu um acompanhamento regular para observar melhor. Iniciamos terapias com fono, psicopedagoga e T.O., fizemos algumas mudanças na rotina familiar e também notamos 'melhora'.

Quais os comportamentos do teu filho te chamam a atenção? Já compartilhou sua opinião com alguém?

Abraço.

SEJA UMA DE NÓS!